domingo, 7 de agosto de 2011

Elogie do jeito certo

 
       Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
       O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!”... e outros elogios à capacidade de cada criança.
       O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!”... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
       Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
       As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
       A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória.
       Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
       No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
       Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns, meu filho, por ter dito a verdade, apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isto não é “tática” paterna, é incentivo real.
       Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “acho você muito esperto, meu filho”, “como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos.
       Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas das montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
       Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.

sábado, 30 de julho de 2011

Aprendizagem através dos Games - EMAE no Programa Salto para o futuro

Este vídeo gravado pelo Programa Salto para o Futuro mostra a experiência de aprendizagem através dos Games na escola em que atuo em parceria com o Grupo Comunidades Virtuais da UNEB. 
Através da interação dos alunos com o jogo "Búzios: Ecos da Liberdade" desenvolvido pela UNEB, os alunos tiveram a oportunidade de simular o contexto da sociedade baiana no século XVIII, especificamente a Revolta dos Búzios e resgatar uma revolta popular que se desenvolveu na Bahia,e criar um espaço onde os alunos construíram conceitos e significados acerca desse conteúdo histórico mediado por um jogo eletrônico.
Este jogo está disponível para download no link: http://www.comunidadesvirtuais.pro.br/buzios/downloads/


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dia 11 de Agosto - Dia do Estudante


Origem
No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.
Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.
Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.

Oração do estudante
Senhor, eu sou estudante, e por sinal, inteligente. Prova isto o fato de eu estar aqui, conversando com você. Obrigado pelo dom da inteligência e pela possibilidade de estudar. Mas, como você sabe, Cristo, a vida de estudante nem sempre é fácil. A rotina cansa e o aprender exige uma série de renúncias: o meu cinema, o meu jogo preferido, os meus passeios, e também alguns programas de TV . Eu sei que preparo hoje o meu amanhã. Por isso lhe peço, Senhor, ajuda-me a ser bom estudante. Dê-me coragem e entusiasmo para recomeçar a cada dia. Abençoe a mim, a minha turma e os meus professores. Amém.


Música Coração de Estudante 
(Milton Nascimento e Wagner Tiso)

Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda?
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor
Já podaram seus momentos,
Desviaram seu destino,
Seu sorriso de menino,
Quantas vezes se escondeu
Mas, renova-se a esperança
Nova aurora a cada dia
E há que se cuidar do broto, oh, oh
Pra que a vida nos dê cor, flor e fruto
Coração de estudante
Há que se cuidar da vida,
Há que se cuidar do mundo,
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes: planta e sentimento
Folhas, coração, juventude e fé



Alfabeto do Estudante


A - "Ame os estudos. Neles está parte do seu sucesso na vida.

B - Boas notas dependem de aplicação e amor aos estudos.

C - Crie o Bom hábito da leitura. Isso enriquece sua personalidade.

D - Desistir, nunca. As dificuldades não devem enfraquecer suas esperanças.

E - Evite críticas e promova a amizade e a união.

F - Faça seus talentos frutificarem. O Brasil precisa de você.

G - Guerra aos erros e maus hábitos: a vida é batalha onde a inteligência e a boa vontade podem triunfar.

H - Habitue-se a prestar atenção às aulas.

I - Insista no que vale a pena.

J - Julgue, analise, antes de falar e concluir.

L - Lembre-se: é você que deve aprender a resolver seus problemas.

M - Método nos seus trabalhos. A bagunça é inimiga da perfeição.

N - Não estude só para a escola, mas para a vida.

O - Ouça antes a opinião dos outros, sem interromper, e depois dê a sua.

P - Procure entender e assimilar mais do que decorar.

Q - Querer é poder. Quem se esforça consegue.

R - Renove seu entusiasmo, suas energias, pensando no seu ideal.

S - Sabedoria é dom de Deus, e ele a concede a quem procura.

T - Tenha paciência e perseverança. Muitas coisas se resolvem com o tempo.

U - Uma andorinha só não faz verão: você precisa dos outros, os outros de você.

V - Vale mais conhecer nossas fraquezas e pedir auxílio aos mestres e colegas do que persistir no erro.

X.Y -  A vida é uma incógnita que você deve ir descobrindo e resolvendo dia-a-dia.

Z - Zele pela realização do seu ideal: isso é a sua felicidade."


Autor: ( Desconhecido )



DIREITOS E DEVERES DO ESTUDANTE

Constituem DIREITOS do estudante:
  • Ser considerado e valorizado em sua individualidade sem comparações nem preferências pelo diretor, professores, funcionários e colegas;
  • Receber seus trabalhos, tarefas, provas, testes devidamente corrigidos e avaliados em tempo hábil;
  • Ser tratado com igualdade em relação a seus colegas;
  • Ter oportunidade de manifestar sua idéias, bem como o direito de defesa e justificativa;
  • Tomar conhecimento, através de caderneta escolar ou boletins, de suas notas e frequência:
  • Saber das notas das avaliações anteriores antes do inicio das avaliações posteriores em cada matéria ou disciplina;
  • Ser orientado em suas dificuldades;
  • Apresentar sugestões à diretoria da Escola;
  • Esclarecer suas dúvidas com professores e demais funcionários, sempre que necessário.
Constituem DEVERES do estudante:
  • Cumprir com pontualidade e assiduidade o horário escolar;
  • Executar os trabalhos escolares determinados pelos professores;
  • Respeitar e aceitar a autoridade do diretor, professores, chefe de disciplina e demais funcionários da Escola;
  • Tratar com respeito os funcionários, colegas e quaisquer outras pessoas que exercem qualquer atividade na Escola;
  • Zelar pela conservação do prédio e pátio, do material escolar e dos utensílios de estudo, indenizando o Estabelecimento pelas avarias e danos praticados;
  • Observar os preceitos de higiene individual.